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25 de out. de 2012

Futuro, incerto, futuro

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Nunca fui de me preocupar muito com o futuro, quando era menor estava praticamente decidida que iria ser médica, mas afinal, qual criança não pensa isso?
Então fui crescendo, estudando ciências, descobrindo ainda mais sobre o que cerca um médico e fui gostando, quando estudava ciências, amava essa matéria. Então você vai chegando a adolescência, sua mente vai se abrindo mais e vai formulando mais possibilidades. Atualmente estou na oitava série, isso quer dizer que ano que vem entrarei no Ensino Médio e logo o futuro se aproximará. E eu odeio essa palavra.

Gosto do presente. Gosto de ter uma casa com tudo e sem precisar pagar nada, por mais que ache a vida de estudante um pouquinho dura, queria ver a vida de um universitário. Tenho medo de experimentar uma nova vida, de me distanciar dos meus pais (por mais que tenha contradito isso nesse post precipitado) e de - quanto mais o tempo ir passando - eu ir perdendo as pessoas que amo para a morte.

Mas aonde estou querendo chegar é que a minha maior preocupação é de como eu vou me manter. Como eu disse no começo desse texto: nunca fui de me preocupar muito com o futuro, mas isso mudou. Eu comecei a escrever, e vi que era boa nisso, aliás, essa é a principal razão pela qual eu mantenho esse blog, escrever é tão importante quanto qualquer outra coisa que eu considero essencial para mim. E dando espaço a Medicina, surgiu Jornalismo. Pensei muito nessa profissão, até porque ser colunista por exemplo, se encaixa no meu perfil, eu gosto de falar do cotidiano e de opinar, além disso, acho que tenho um bom português. Mas vem aquela questão que todos falam: o salário de um jornalista não é tão bom. Daí esqueci esse curso e resolvi que faria Medicina.

Porém de uns dias para cá, nas aulas de português, a professora está nos mandando escrever diversas redações relacionadas a adolescência e aos planos acadêmicos, e isso me despertou um pensamento: "Por que fazer algo que eu não estou totalmente satisfeita?" Sei que ainda é cedo para me preocupar, mas eu sou assim, quando boto algo na cabeça, não consigo tirar.

Será que eu vou me contentar em trabalhar o dia todo num hospital? Será que eu vou aguentar mexer com corpos e cadáveres? Será que valerá a pena estudar tanto? O salário de um médico é mais que excelente, mas é como dizem: o que vale é a profissão e não o profissional, você só se sairá bem se for o melhor no que faz.

E aí eu penso no futuro eu sendo uma jornalista, tenho medo de me desapontar com a profissão e não conseguir me sustentar, até porque eu não moro nos estados das empresas de revistas famosas (tipo a Veja), eu moro em Garanhuns, no interior de Pernambuco, terei que me mudar para no mínimo Recife.

E são pequenos detalhes como esses que me assustam, afinal, eu devo ganhar dinheiro fazendo algo que não gosto totalmente ou devo fazer algo que gosto muito, mas que não dá muito dinheiro?