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11 de out. de 2012

Um dose extra de açúcar

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Ela olhou o relógio na parede, eram 7:15 da manhã. Hoje poderia chegar mais tarde no trabalho, seu chefe estava numa viagem de conferência. Então - já trocada de roupa - pegou sua bolsa com seus documentos, sua chave de casa e foi para a cafeteria da rua. Como estava sem pressa, então poderia tomar o delicioso café da manhã de lá à vontade.
Chegando lá, ela sentou-se na mesma mesa de sempre e foi atendida pelo garçom de sempre, um rapaz mais jovem que ela, cabelos cor de areia e olhos azuis como o céu. Apesar de estar sempre lá, quem o visse pela primeira vez acharia que ele era novato, talvez por não cair na rotina, sempre sorrir para os clientes e dar "Bom dia", ao contrário dos outros garçons, que somente perguntavam o que os clientes queriam, anotavam em seus blocos de papel e não diziam nenhuma sugestão amigável.

- Bom dia, Sra. Dale - disse ele à ela.

- Bom dia, Chris - respondeu ela, checando o nome do rapaz em seu crachá. Mesmo sempre indo lá e sempre sendo atendida por ele, todas as vezes esquecia seu nome, acho que sua mente estava cheia de nomes e negócios.

- O que vai querer hoje?

- Hum... - ela lia o cardápio rapidamente, não tinha tempo para tantos nomes de comidas - Um café expresso e quatro rosquinhas de canela, por favor. Ah, ponha muito açúcar, ou mel, ou qualquer coisa doce que tiver, preciso urgentemente de uma dose extra de açúcar na minha vida.

- Algum problema, senhora?

- Ah, nada, é só que... a felicidade está meio em falta para mim.

- A senhora não me parece triste.

- Não estou triste. Eu só não tenho aquela euforia nem aquela vontade de sorrir que todo mundo tem.

- Mas o contrário de feliz, é triste.

- Eu sei, mas... esqueça. Não quero te incomodar com os meus problemas.

Ela não queria transformar aquele café da manhã numa terapia, mas ainda sentia vontade de conversar com alguém, e o garçom parecia muito compreensível. Ele era jovem, talvez até um adolescente, mas seus traços de felicidade estavam evidentes na cafeteria, enquanto todas aquelas pessoas monótonas liam seus jornais com o mau humor exalando nos nervos e se preparavam para mais um dia de trabalho, o jovem trabalhava como garçom e aparentemente acordara mais cedo que todos e mesmo assim ainda sorria.

Passou-se uns minutos e o garçom trouxe seu café da manhã. Enquanto arrumava a xícara de café e a tigela de rosquinhas sobre a mesa, continuava com aquele traço de felicidade estampado em seu rosto.

- Qual o segredo? - perguntou ela ao garçom.

Ele fez uma cara de desentendido, sua expressão queria dizer pergunta.

- Ah, me desculpa - disse ela - Acho que fiz uma pergunta meio desconfortável. Eu iria perguntar qual o segredo para você ter uma vida tão aparentemente feliz. Você é jovem e acorda cedo para um trabalho não tão bom.

- É o que a maioria das pessoas pensa. - disse ele - Mas todo mundo tem objetivos, todos vivem, e viver não é simplesmente existir. Eu não quero ser só mais uma pessoa no mundo, quero ter algo em que me ocupar, quero viver lutando, trabalhando. Se você não é feliz, você não vive, você só existe.

Isso a fez refletir, então ela não vivia, ela simplesmente existia. "Porque a vida é dura", ela sempre dizia, depois de muitos empregos recusados e de um divórcio, ela deixara de viver.

- Eu só queria alcançar a felicidade - disse ela - Queria, sabe... ganhar na loteria, ou algo assim, e poder fazer o que eu quisesse, assim eu saberia que lá na frente eu seria feliz.

- Mas a felicidade não está só lá na frente - disse o garçom - Ela não está em um lugar certo. Não está nem no começo, nem no meio, nem no fim. A felicidade não habita somente o futuro, ela habita cada momento de sua vida. Se você está triste hoje, isso não significa que essa tristeza é permanente, mas se você está muito feliz, tem que ter cuidado para não deixar essa felicidade escapar. E esse é o problema com as pessoas: quando elas estão no limite da felicidade, elas querem mais, porque acham que nada é bom o suficiente para satisfazê-las. E eu só digo uma coisa, se você continua fazendo o que faz, mesmo reclamando, e consegue viver, é porque você sabe que está contente com a vida. Se a senhora simplesmente existisse não estaria aqui, tomando café, nem muito menos sairia para trabalhar, a senhora continua trabalhando porque sabe que mesmo querendo mais, o seu interior já está contente.

E dizendo isso, ele deu um leve sorriso e entrou na cozinha. Ela continuou lá, imóvel e mal conseguia comer seu café da manhã. Pelo visto, aquela agradável conversa com o jovem garoto tinha surtido mais efeito que as três semanas anteriores de terapia. Naquela manhã, ela saiu da cafeteria em direção ao trabalho de um jeito diferente. Se lembrou que não era mais uma pessoa em sua existência, era uma pessoa na sua vida. O mais importante: era o eu que controlava sua vida. Ela até parou numa floricultura e comprou flores para enfeitar a mesa do seu escritório. Tinha que aprender mais a viver, não se importaria com o futuro, que deixasse o tempo a levar, continuaria lutando e se esforçando, era isso que a trazia forças.

As pessoas idealizam a felicidade de uma maneira muito utópica, muito impossível. Todos estão na constante busca pela felicidade, quando não veem que ela está ali, na sua frente e pronta para ser usada. Todos acham que ela só virá no futuro, quando eles já tiverem muito dinheiro e realização profissional, mas se de algum modo você acorda todas as manhãs e tem a chance de lutar pelos seus sonhos, você já tem a felicidade. Não deixe escapá-la procurando algo inexistente.
13 de set. de 2012

Até onde vai sua banalização?

Bem, primeiramente perdoem-me pelo meu sumiço, confesso que foram mais de duas semanas sem um post. Mas como eu sempre falo aqui, a inspiração anda meio transparente ultimamente, às vezes eu tenho uma ideia no começo do dia, mas no fim quando vou postar, perco as palavras. Mas enfim, aqui estou eu, inclusive esse post é um rascunho e eu só finalizei agora. Vou ser sincera, talvez não poste todos os dias, mas as minhas ideias estão voltando. Daí eu tô fazendo uns rascunhos, e vou amontoando pra eu ficar mais despreocupada com a frequência de posts.

Mas voltando, vou falar de um assunto que eu acho que está sempre presente nos meus posts, mas eu nunca trato sobre ele diretamente. Porque estou cansada de quanto as pessoas tornam banal, fútil, o que é importante. Tanto na internet, quanto na vida real, sempre tem um chato lá pra banalizar tudo e mais pessoas chatas irem na onda e banalizarem junto. Enfim, separei dois tópicos pra falar sobre, acho que se eu escrevesse tudo junto, seria cansativo.

Música
Pra mim música é um conjunto de boas sensações, não se trata apenas de notas e partituras. Sempre que você ouve uma música, dá alguma sensação em você. Ânimo, emoção, êxtase, inspiração... enfim! Mas hoje em dia, as letras estão ficando cada vez mais toscas. Palavras inventadas e sem nexo misturadas com ritmos parecidos, sem falar nas mensagens que algumas passam, e não, não estão subliminares, estão muito explícitas. Um grande exemplo é o funk, não posso dizer que o odeio, mas posso dizer que odeio o que ele se tornou. O Funk original surgiu nos Estados Unidos, era um daqueles ritmos normais, dançados até por pessoas cultas, era uma mistura de jazz, com soul, com blues, essas coisas, mas aqui no Brasil? Se tornou um verdadeiro prostíbulo cantado (desculpem-me o termo, mas estou inspirada). Você já observou a letra? (Se não, não observe, é melhor), mais sujas, impossível. E enquanto muitos funkeiros dizem que rock é do diabo (Confundem com bandas de Death Metal e Black Metal), eles não param para pensar que o próprio funk faz alusão ao mal, só que a humanidade já está tão estragada que nem percebe. Mas não pense que sou baba ovo dos EUA não, a música dos EUA também já virou aquela coisa clichê, contam-se as bandas originais. Vão surgindo mais e mais bandas ou cantores de pop que cantam a mesma coisa, com o mesmo ritmo, sobre as mesmas letras. As músicas só falam de festas e festas e bebidas e curtição. PERAÍ NÉ?!! Eu quero mais música com sentimento, que realmente tenha um conteúdo e não como todas as músicas de hoje.

Redes Sociais
Aposto que a primeira rede social que você pensou foi o Orkut, né? (Se não foi, esquece) Apesar de agora ser uma rede social falida no mundo pós-facebook, eu realmente gostava dela. Acho até que era mais ilimitada em relação ao facebook, até pelo fato de você poder escolher seu plano de fundo. Também gostava muito das comunidades, achava o máximo aquelas que funcionavam como fã-clubes de livros e filmes, eu ficava horas lá só respondendo enquetes, baixando backgrounds disponibilizados, respondendo tags de opinião, etc. Mas aí se tornou aquela coisa em que as pessoas só criavam por interesse. Era aquilo de botar como título da comunidade "Ele: blá blá blá / Ela: blá blá blá... participe da comunidade e continue lendo", ou seja, só criavam aquelas histórias (muitas na maioria, bem toscas) para ganhar membros. Então depois surgiu aquilo de botar uma imagem bem feia e escrever "Repasse ou sua mãe será comida por zumbis", sério, eu achava aquilo o cúmulo do ridículo. Quando eu entrava no Orkut, dava logo aquela dor na vista. Então fui parando de entrar, até que abandonei de vez. Tem também a questão da blogosfera, não posso dizer que contam-se os blogs bons, porque ainda tem muito blog bom por aí, mas tomara que num futuro não muito distante, não piore. Você lê muito por aí post repetido (na maioria de moda) e muito blog que tá entupido de publipost (aqueles que só falam de parcerias). Claro, não tem nenhum mal em fazer parcerias, acho até uma coisa legal, tipo ganhar brindes com propagandas da loja, poder sortear algo para os leitores, enfim. Mas tem aquele blog que você vai na página inicial e só vê nomes de lojas nos títulos das postagens. E aí você vê o quanto a pessoa se vende para ganhar centenas de presentes.

Essas não são as únicas coisas que as pessoas estragaram, tem muito mais, só que só veio na mente essas, talvez eu faça uma continuação futuramente, se eu estiver clareado minha mente.
E você, o que acha?
25 de jul. de 2012

O preço que se paga

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Estava eu, folheando meus antigos livros de Língua Portuguesa (para ser mais exata, procurando tirinhas da Mafalda, ^^) quando encontrei um texto que lembro que na época que o li (e fiz a interpretação de texto), gostei muito. Foi tipo assim, fiquei encantada com as palavras do autor (que infelizmente não me recordo o seu nome) e boquiaberta, pois era um autor brasileiro e vocês já devem ter notado que eu tenho uma certa rixa por literatura brasileira. 

Um dos meus versos favoritos era o que ele citava uma metáfora (que eu acho que eu já citei em um post aqui no blog) em que dizia que tínhamos que ser como ostras. A ostra sofre na hora de produzir sua pérola, pois ela tem que deixar um grão de areia entrar, este arranha seu interior e na hora de expulsá-lo, "nasce" uma pérola. Traduzindo: temos que sofrer para chegar ao sucesso. Mas a questão não é essa, um dos pontos principais do texto era quando o autor falava sobre solidão. Isso mesmo, ele narrava a trajetória de sua vida, contando que no colégio era um menino pobre e sozinho. Porém com esse tempo sozinho, ele aproveitava e escrevia seus textos, e era aí que ele brilhava.

Você pode se perguntar por que você não tem tantos amigos, por que algumas pessoas não entendem o quanto escrever é precioso para você, mas a verdade é que nessa sociedade, não valorizam os verdadeiros talentos, escrever para algumas pessoas, não é tão bom quanto sair para dançar à noite e só voltar de madrugada, não é tão divertido quanto só saber de ficar, ficar, ficar e pegar uma DST, por isso você é tachado de estranho aos olhos das outras pessoas. E às vezes você não sai tão bem em amizades, em amores, porque você não está tão acostumado com esse contato social, pois na maioria das vezes a sua maior companhia é um livro.

Esse é o preço que se paga por ser tão bom nas palavras, eu costumo dizer "Sou mais uma pessoa de palavras escritas que de palavras ditas", porque realmente, eu sei muito mais me expressar escrevendo, que dizendo. Nem tudo que tá dentro do meu cérebro, sai pela minha boca. Agora se você não gosta de ser assim, é melhor mudar, porque viver num poço de antissocialismo contra sua própria vontade não é nada bom. Sei que você pode não conseguir se relacionar, mas pelo menos tente ser uma pessoa melhor para aqueles que te valorizam, você pode até pensar que vai morrer sozinha, mas se você realmente quer mudar, mude. Pode ser difícil mas você deve decidir o que é prioridade, pode doer, mas o sofrimento compensa se o resultado for favorável. Tente ser o que você quer ser, tente brilhar nos dois lados.

Mas faça isso se você quiser mudar, se você gosta de andar sozinho, continue do jeito que você gosta, deixe que os outros falem, a opinião deles não muda a sua vida. Porém se você quer mudar, faça-o antes que seja tarde demais. Pesquisadores apontam que Isaac Newton (criador da lei da gravidade) morreu virgem, pra você ver, o cara era tão brilhante, mas não conseguia se relacionar no lado social.

Enfim, tente ser uma pessoa brilhante e elimine seu lado negativo. Elimine o que você acha que está lhe prejudicando e deixe o que você acha que mais vai lhe dar um futuro e o que está lhe fazendo feliz.

Me inspirei nesse assunto com o post que li no blog da Mia, não plagiei, somente usei como base a ideia e rumei para outro ponto.
14 de jul. de 2012

Até onde você vai para ser "maneiro"?

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Vamos deixar claro: uma coisa é ser legal, outra é ser patético e histérico. Ou até como dizem “Maria vai com as outras”. Têm coisas que muitas pessoas fazem que já chegou a ser uma mania doentia na internet. Ou por acaso você acha que metade das pessoas que dizem ter transtorno bipolar (ou como elas falam, "bipolaridade", o que está errado já que esse termo se refere aos pólos da Terra) no Tumblr realmente têm? Eu só acho que as pessoas que realmente sofrem disso, não saem espalhando com o maior orgulho pela internet que sofrem disso. Ter transtornos (qualquer tipo de transtorno) não é um motivo para se orgulhar, ficar sofrendo alterações de humor repentinas não deve ser assim tão bom.

E tem também a mania de dizer que é ciumento, em todo canto fala que é ciumento, bio do twitter, descrição do facebook, descrição do tumblr... enfim! Tá até controlando as tirinhas memes com as piadinhas sem graça do tipo "Não sou ciumenta" "Awn, te amo" "Quem é Awn?" Peraí né?! Isso já perdeu a graça faz tempo! Ciúme pode ser uma coisa boa ou ruim, basta ser usado de um modo certo. E têm crianças, isso mesmo, crianças com somente 11 anos dizendo pelos perfis afora que são viciadas em vodca, sangue, Hitler... Se essas criaturas soubessem da metade das coisas que Adolf Hitler fez não estariam aí falando baboseira, e como uma pessoa de 11 anos gosta de vodca se nem pode beber? Essas pessoinhas criam essa máscara achando que só serão legais se pertencerem a esse padrão de idiotas que dizem que são bipolares, ciumentos, drogados, etc. Botem uma coisa na cabeça: isso não é coisa boa! Se você sofre de transtorno bipolar trate-se logo, vá para um psicólogo, converse com a parede, sei lá! Mas não deixe que isso lhe consuma! Se você tem ciúme excessivo, trate de se controlar, afinal, isso pode estragar o convívio com qualquer pessoa. E se você acha que usar drogas é maneiro, você tem sério probleminhas. Drogas estragam a sua saúde, seu convívio com as pessoas e podem lhe matar.

Mas onde eu tô querendo chegar, não é o fato de que se você realmente sofre desses problemas, você não presta. É claro que não, só tô falando que é ridículo você não sofrer de tais problemas e dizer que sofre por simplesmente querer pertencer a uma massa de pessoas ignorantes que acham que estão arrasando. Faça as coisas do seu jeito, aja como você é e deixe que os outros ajam da maneira deles, pois se eles são ridículos, somente eles estão perdendo.
10 de jul. de 2012

Um último adeus... ou quase isso

Emma encarava a janela. Seus olhos estavam inchados de tanto chorar. Todo o seu lápis de olho escorria pelas bochechas, ela gemia de desespero. Mesmo não sendo uma escolha sensata, era a escolha dela, era o que ela queria. Não via outros meios de lidar com a dor. Ela se aproximou da janela, observando os pássaros "Queria tanto ser um deles", pensou ela, "Eles não se incomodam com nada, são livres para ir aonde querem, quando sentem algo, voam bem alto, longe de todos". Talvez o que fosse fazer, aliviasse toda a amargura que estava sentindo. Abriu as portas da janela, pôs-se perto dela e observou a rua, depois do frio na barriga tudo isso estaria acabado...

Toc toc toc, alguém bateu na porta.

- Emma! - era a voz de sua prima, Lucy - Emma, abra a porta! Por favor...

Provavelmente seus pais chamaram todos os seus parentes, notaram o que ela estava tentando fazer, porém ela trancara a porta de chave, ninguém podia entrar. Ela não ia ser impedida por ninguém, sua decisão já estava tomada.

- Não adianta entrar! - disse Emma - Eu vou fazer isso e ninguém vai me impedir!

- Eu sei! - gritou Lucy por trás da porta - Mas eu só quero lhe dar um último adeus!

Emma sabia que aquilo era um truque, ela estava falando isso para entrar, e assim todos poderiam lhe segurara a força e interná-la numa clínica psiquiátrica.

- Eu não vou abrir! - disse ela.

- Eu juro que não tem ninguém aqui, só quero conversar com você, me despedir. - disse Lucy.

Ela não podia abrir a porta, estava perto de fazer, mas era Lucy, Lucy a amava e a entendia, era quatro anos mais velha que ela, e mesmo não estando sempre presente - porque morava fora - quando chegava em sua cidade, sempre conversava com ela.

- Está bem. - disse Emma.

Ela caminhou até a porta, abriu a fechadura e voltou para perto da janela, observando o céu. Sua prima entrou, e se aproximou aos poucos dela.

- Olha, se está aqui para... - disse ela.

- Tudo bem, eu já entendi. - disse Lucy, interrompendo-a. - Como eu disse, só vim conversar. - ela observou a carinha de choro de Emma, só dezesseis anos e já odiava a vida. - Se lembra de quando éramos crianças? Se lembra dessa janela? Quando a gente estava brincando de cabra cega...

- E eu meti a testa na janela, é eu me lembro. - disse Emma.

- Também transformamos seu quarto em um quarto de boneca, pintamos e tudo, sua mãe deu uma bronca danada em nós.

- É, e no Léo também, por nos dar a tinta.

- É. - Lucy soltou um sorriso - Emma, tem certeza que quer fazer isto? Você sabe... ir embora.

- Eu não aguento mais, Lucy. Sei que sou apenas uma adolescente mas essa é a saída, minha vida é uma droga. Não tenho motivos para continuar vivendo, pode falar o que quiser, pode dizer que meus pais se importam comigo, mas eles não se importam, a única que se importa é você. Sinto muito desapontá-la, mas é isso.

- Não pense que está me desapontando, pense no que você acha disso. Só acho que você devia dar mais uma chance a você mesma, não a ninguém. Sei que mudar é difícil, e nem sempre é correto, mas às vezes mudanças são favoráveis, você pode até achar que as pessoas lhe abandonaram mas vai ver você não pediu ajuda a elas.

Emma encarou o chão. Se sentia perdida demais para pedir ajuda, não conseguia falar, se expressar. Mas sentia que Lucy, sendo somente sua prima, conseguia muito mais ser alguém melhor que sua mãe.

- Acho que eu entendo o que você tá sentindo, um tipo de vazio não é? - disse Lucy - Acho que uma pequena dose de amor preencheria esse buraco.

As duas se encararam. Repentinamente, Lucy começou a cantar uma canção.

"Love, love, love"

Emma ouviu com atenção. Depois reconheceu a música, era "All You Need Is Love" dos Beatles, uma música que elas ouviam desde pequena e amavam. A letra era linda, tinha muitas lições. Então ela foi cantando junto aos poucos com Lucy.

"There's nothing you can do that can't be done, nothing you can sing that can't be sung"

As duas continuavam cantando, Emma ia parando o choro aos poucos, até que elas chegaram no refrão.

"All you need is love, all you need is love, all you need is love, love, love, love is all you need"

As duas repetiram o refrão de acordo com a música. Um sorriso ia se abrindo no rosto de Emma, aquela música trazia à tona bons momentos, talvez ainda houvesse uma pontinha de esperança em seu coraçãozinho teimoso...
Então ela se jogou nos braços de Lucy e pôs-se a chorar. Mas não era um choro de tristeza, era um choro de alívio. Em poucos anos, somente Lucy a fez se sentir assim, querida.

- Ponha pra fora, querida. - disse Lucy, enquanto abraçava Emma e chorava junto com ela. 

Então Emma se ergueu e encarou Lucy nos olhos.

- Obrigada. - disse ela.

- Shhh. - disse Lucy, enxugando suas lágrimas.

A partir desse dia, Emma conseguiu - enfim - ser feliz. Viu que não eram as pessoas que estavam erradas, e sim ela por não querer ajuda. Aprendeu a conversar com os pais e conviveu mais com Lucy, logo ao longo dos anos Emma fez faculdade, duas moraram juntas e seguiram suas vidas.

***

Uma coisa eu lhe garanto: sempre há uma saída. Por mais que a única porta esteja difícil de abrir, por mais que a tranca pareça estar emperrada, procure lá no fundo e você vai acabar encontrando a chave ideal. Eu formulei um final feliz, mas nem todas as histórias são mudadas, nem todas têm finais felizes. E não é preciso  um discurso repetido de que você tem toda a vida pela frente e blá blá blá, quando alguém está desesperado deixa a razão de lado, quer apenas tirar a dor - por mais que seja uma decisão imatura. Apenas um trecho de uma música pode te trazer à vida, apenas boas lembranças podem curar essa dor, podem lhe lembrar de que os tempos difíceis estão permanecendo, mas se em uma época você se sentiu feliz, você pode passar por essa fase de tristeza profunda e logo rumar para uma nova época.

Mude finais de histórias, quem sabe mude a sua história, a felicidade pode não estar clara nem de uma forma concreta, na história apenas memórias enterradas que podiam servir como base e força pro futuro ajudaram. Faça com que histórias como essa, aconteçam.
16 de mai. de 2012

Só o lado ruim da coisa

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Ultimamente eu estou me deparando muito com pessoas que parece que têm até um segundo sentido, que têm um olho que só enxerga lixo. São pessoas que vivem procurando certas mensagens ocultas - as mensagens subliminares - e acham que tudo são montes de ideias pervertidas, quando na verdade, pervertida é a mente delas. Como dizem, tem muita gente que só vive com a "mente poluída", dizendo que tal desenho influencia a violência ou sexo, etc. Tá, pode ser que alguns desenhos - como o Pica Pau - façam uso exagerado de violência, mas isso não quer dizer que essa seja a principal ideia do desenho, ou por acaso o criador vai dizer "Ah legal, vou pegar e botar um monte de mensagens de violência no desenho para que as crianças cresçam como verdadeiros Hitler's" Olha, cria logo a 3ª guerra mundial em vez de ficar nessa enrolação por favor. Se o Pica Pau tem muita violência, é porque o criador achou esse lado divertido e não simplesmente porque ele quis criar um poço de gente se matando.

Agora tem gente que chega a ser patética com seus pensamentos. Não pode ouvir uma palavra que sua mente hipercriativa já fica formulando mensagens. Um grande exemplo são alguns pastores que ficam enchendo a mente do povo e dizendo que Harry Potter é do diabo. Velho, eu li os livros e uma coisa eu posso te garantir: essas pessoas não sabem do que estão falando. Sim, a história usa a bruxaria, mas isso não quer dizer que a ela faça uma referência ao mal. Bruxaria não é uma coisa comum, mas de acordo com a história existem bruxos do bem e do mal, não quer dizer que se você pratica magia é automaticamente uma pessoa má. Também estou de saco cheio dessas pessoas que fazem questão de encontrar símbolos sexuais nos desenhos da Disney, claro, pode até parecer, mas não significa que se os produtores implantaram mensagens desse tipo, as crianças não devem assistir, afinal, como crianças iriam ser influenciadas por algo que elas não conseguem entender? Elas só conseguem entender as mensagens boas, é claro.

Outra coisa ridícula são pessoas insistindo que o símbolo da Windows tem escondido o símbolo do Nazismo, sendo que se você observar, seria melhor que culpassem logo quem inventou as janelas de ser nazista, já que todas as janelas (Para quem não sabe, windows é janela em inglês) têm linhas cruzadas formando esse símbolo. Então se você procurar por "Mensagens subliminares" no Google, encontrará uma infinidade de resultados absurdos, vitimando por exemplo a Disney, Coca-Cola, Xuxa, The Beatles... enfim, várias pessoas são vítimas de bajulações de mentes ignorantes que preferem gastar seu tempo procurando coisa onde não tem do que ir fazer algo mais produtivo que ajude a sua mente a ser mais aberta.
17 de abr. de 2012

O "quando eu crescer..."

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Me lembro que quando garotinha eu fazia planos até engraçados pro meu futuro. Já me imaginei sendo cantora, modelo, professora, garçonete (é, pois é), jornalista e logo depois, médica - que é o que eu escolhi até agora, pretendo ser neurologista. E me lembro também que quando eu brincava de Barbie (eu amava!), eu botava tudo o que eu queria e precisava ser na personagem. Sempre me imaginava tendo um namorado, usando roupas bonitas, sendo cantora... enfim! Meus sonhos não eram nada modestos. Então teve uma época que eu mudei o jeito de ser - acho que foi a escola que influenciou muito, depois da 5ª série eu comecei a "me soltar" mais - e comecei a pensar diferente. 

Apenas quis ser uma garota mais solta, comecei a gostar de música pra valer - isso começou quando conheci Paramore - meu estilo de se vestir ficou mais extravagante, passei a gostar do All Star, a pintar as unhas de amarelo e outras cores quentes e a usar maquiagem. Depois mudei novamente, como estou até agora. Com um estilo mais discreto, passei a favoritar o preto, a pintar as unhas com cores claras, a ler mais - principalmente livros e revistas científicas como a Superinteressante (eu lia a Atrevidinha minha gente =/ ) - e resolvi aceitar esse meu jeito quieto de ser.

Mas durante todas essas mudanças, não percebi apenas essas coisas fúteis que mudaram, descobri que a cada fase da vida, minha visão sobre o mundo mudou. O que antes era essencial para mim, foi substituído hoje por pequenos detalhes. Aprendi que o significado de "crescer" não é só aumentar o tamanho, ou mudar de roupa e estilo musical. E sim, aprender a se valorizar mais e mais, é se conhecer em prova de várias coisas. Aprender a cair e imediatamente se levantar, aprender que as pessoas mudam sim e que em prol de um convívio melhor você tem que mudar. Trata-se de adaptação. Se você ama realmente uma pessoa você tem que mudar em certos aspectos e vai ver que a mudança é favorável para você.

Isso se chama crescer. Aprender com os defeitos, saber que existe a "maturidade" quando você precisa. Logo você percebe que esse pequeno verbo preencheu toda a trajetória de sua vida e fica sempre dividido no tempo, e se prepare, porque no futuro você ainda vai mudar e muito. 
3 de abr. de 2012

O Caderno Velho

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Ela era uma menina quieta. Não tinha muitos amigos, passava a maior parte do tempo lendo, principalmente livros de ficção, como Harry Potter. Tinha uma visão diferente do que muitas pessoas tinham do mundo, achava que ele podia sim, ser um mundo repleto de pessoas boas e amigas. Possuía uma coleção de livros, que para ela eram mundos diferentes. Cada livro, um universo. Então considerava que tinha uma coleção de sonhos, sonhos que só ela podia interpretar, só ela podia viajar.


Mas uma coisa que só ela tinha era seu caderno velho. Um caderno simples que comprara quando tinha oito anos. Capa velha e dura, páginas com cheiro de mofo e uma assinatura sua na contracapa, uma assinatura mal feita, quando sua letra ainda era feia. Mas ela guardava para sempre – ou sempre, podia assim dizer – nele, ela construía seu próprio mundo, formulava suas próprias ideias. Não, não era um diário, não gostava de escrever sobre si mesma, criava personagens, escrevia sobre suas melhores qualidades e seus piores defeitos neles, criara uma imagem que queria ver em si mesma, uma imagem que ela imaginava ser perfeita se fosse usada. Anotava tudo nesse caderno. Tudo que pensava, tudo que imaginava. Para ela, esse era seu refúgio, seu modo de fugir de todas as desgraças do mundo, podia criar uma figura perfeita de mundo que só ela tinha.


Porém o tempo fora passando, e ela foi crescendo. Precisava estudar muito para fazer seu próprio mundo, sua própria vida. Cada vez mais ia aprendendo sobre a vida e as pessoas, ia tendo novas paixões, novos costumes e tivera a oportunidade de mostrar ao mundo seu talento. Pensou em mostrar a todos aqueles que amava – e todos aqueles que não conhecia também – o seu mundo imaginário. Foi escrevendo sem parar, mas dessa vez não foi em caderno algum. Ao crescer, conseguira ter seu próprio dinheiro, comprar um computador e tinha todos os seus rascunhos lá, passava horas digitando, fazendo suas histórias e fantasias. Ao terminar, pensou em tirar do confidencial, mostrou ao mundo o que tinha guardado, e o mundo gostou sim. Valorizou seu talento, e ela gostou disso. Foi mostrando mais e mais, e esses seus livros, foram vendendo cópias e cópias. Mas aos poucos ela foi percebendo que não era exatamente o que ela queria, não era o tipo de história que ela queria escrever, e sim o tipo de história que as outras pessoas queriam que escrevesse. Não queria escrever autoajuda, queria escrever suas próprias aventuras, suas próprias fantasias. Queria encantar o mundo, não importa se o mundo gostasse dela, se ela recebesse admiração, ela só queria tocar o mundo com suas histórias, não queria que o mundo a admirasse por ser somente ela, queria que o mundo a admirasse por causa de suas histórias.


Tomou uma decisão: foi ao seu quarto, abriu sua escrivaninha e pegou alguns blocos de papéis para rascunhar uma de suas histórias, uma daquelas histórias de criança que ela escrevia antigamente. Mas ao revirar todos os papéis, encontrou um caderno. Na verdade, era o caderno. Aquele velho caderno, de capa dura, um pouco surrada, páginas mofando e a assinatura que sempre esteve lá e sempre ia estar. Então foi lendo, relembrando suas inspirações, seus momentos. Lágrimas caíram, aquilo fazia parte de sua vida, não eram apenas palavras quaisquer. Como pudera deixar tudo tão escondido? Mas entendera, de fato aquilo era como um tesouro. Tesouros são muito preciosos e ficam escondidos por muito tempo. Só são descobertos – ou nesse caso, lembrados – quando você realmente precisa. Então “desenterrou” seu tesouro e usou-o. Realmente foi uma boa escolha. Ela viu que o mundo reagira com o seu fascinante talento. Vendeu muitas cópias, não tantas como antes, mas muitas suficientes para fazê-la sorrir. Descobriu que o que realmente lhe fazia feliz não era a quantidade e sim o efeito que causava nas pessoas. Não escrevia somente para adultos, queria tocar as crianças também, para que se possível elas se tornassem uma pessoa cheia de sonhos e de tesouros para enterrar. Descobriu o quando aquele caderno velho sempre esteve presente em sua vida.
30 de mar. de 2012

Razões para acreditar

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Hoje em dia as pessoas se importam tanto com coisas ruins que nem se lembram de ver o lado bom de toda a coisa. O que eu tô dizendo é que elas já estão acostumadas em ver as coisas ruins que fazem que nem se ligam numa coisa mais importante: amor. 

Andei olhando algumas propagandas da Coca-cola na Internet e me lembrei de uma que se eu não me engano é de 2011. A propaganda mostra um coro de crianças cantando uma música de Oasis - uma banda que eu particularmente amo - enquanto aparecem estudo estatísticos sobre a atualidade. Os estudos comparam as coisas ruins e boas que acontecem no mundo e a frase que eu mais gostei foi: "Na Internet, amor tem mais resultados que medo" ~eu fui pesquisar pra saber também~ 

Enquanto o medo se evidencia tanto com corrupção, violência, ódio as pessoas se esquecem das pequenas coisas que provam que o amor existe. E não só existe, como ganha também. Mas se você não quer provar que ele existe por si mesmo, como vai descobri-lo? Seja feliz, faça o que quiser, ame mais as pessoas, viva mais, prove que o lado do bem, vence sim! E para incentivar, aí tá o vídeo da propaganda: :)


Essa música é original da banda Oasis como eu já falei, a letra é linda, para conferir, clique aqui. E lembre-se: Existem razões para acreditar, os bons são a maioria. 
29 de mar. de 2012

Tempo perdido

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Poderíamos ter todo o tempo do mundo. Poderíamos estar deitados na grama observando as nuvens, conversar sobre qualquer coisa que nos agradasse, fazer planos pro futuro. Mas acho que o futuro é o que exatamente lhe assustava. Por que você simplesmente não falou? As palavras expressam tudo que tiver em nossa mente, basta saber usá-las. Todo esse tempo que eu esperei, porém, nada, nem um 'oi'. Todas as minhas esperanças sobre você foram ao fundo do poço, quando achei que tudo poderia melhorar - ou piorar - não aconteceu nada, apenas ficou do jeito que estava. Por que você não levantou a cabeça e agiu? 

Agora, não temos nada a perder, o passado ficou para trás, e com ele todas as nossas - ou talvez só minhas - esperanças ficaram para trás, nada poderá ser feito, o tempo já se passou, não podemos dizer um 'tchau' nem um 'até logo', porque simplesmente faltou coragem, ou vai ver você não levava a sério, mas agora é tarde, você apenas deixou sobrando um tempo perdido. 

Esse é meu primeiro texto sentimental, então não sei se me expressei bem, mas enfim... Gostaram?
28 de mar. de 2012

Hipocrisia: Será mesmo necessário?

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Não quero bancar a politicamente correta. Tenho meus erros e assumo. Mas esse é o problema: assumir. O problema de muitos não é errar, afinal, "herrar é umano", o problema é ter que apontar os erros dos outros sabendo que tem vários outros erros lhe apontando. Quantas vezes você perde uma parte preciosa do seu tempo falando dos outros mas não percebe ou leva um certo tempo para perceber o seu erro que está na ponta do nariz?

E está exatamente na parte que você não percebe. Você fala, fala, fala e quando menos espera já está deixando em evidência o seu principal defeito: a hipocrisia. Uma pessoa hipócrita é uma pessoa que vê defeitos em tudo e só vêm qualidades em si ou nas coisas que gosta. Vamos dar um exemplo bem conhecido: essa coisa de "batalha" entre ídolos, filmes, etc. Os fãs ficam procurando coisa onde não tem. Eu vou assumir: prefiro Harry Potter à Crepúsculo (na verdade eu não gosto de Crepúsculo). Mas isso não significa que não existam pessoas que não gostem. Enquanto os fãs ficam nessa baderna toda, os ídolos não estão nem aí para essas briguinhas, eles acham até desnecessário.

Por que viver encontrando erros nos outros enquanto você pode estar corrigindo os seus? Lembre-se: O maior erro é apontar os erros dos outros.
20 de mar. de 2012

#DiadoBlogueiro

 
Aposto que até um tempo atrás você não sabia que hoje era dia do blogueiro. Hoje eu só vim saber disso de manhã pelo twitter. Como eu falei nesse post tem muita gente que julga os outros pelo fato de eles terem um blog, mas afinal nem sabem direito para que serve um blog. Passo uma parte do meu dia na Internet e por isso as pessoas que moram aqui em casa já vivem dizendo que sou viciada, mas o que elas não sabem é que eu tenho um blog e trato ele como uma quase obrigação no meu dia-a-dia. E não, eu não vivo enfurnada no Facebook, Orkut e etc. (Mas no Twitter eu vivo, hehehe).

Não me lembro ao certo por que fiz um blog. Eu sempre gostei de visitar outros e eu queria ter um também, queria ter aquele espaço só meu, então fui lá e dei o meu melhor para ter um. O fato de ter um blog não é simplesmente você sair pegando notícias da Capricho e dando Ctrl C + Ctrl V, afinal qual a graça de ter uma coisa dos outros num espaço seu? Ter um blog é como ter um lugar só pra você. Ninguém pode te repreender lá, ninguém pode te dizer que o que você tá fazendo é errado.

Escrever é se expressar indiretamente. Se você tá com algum problema, com alguma dúvida ou até com um conselho você escreve e tudo fica bem. Acho que é isso que torna um blog original, simplesmente pelo fato do jeito de ser do blogueiro. E postar num blog ajuda muito no futuro. Postar é como escrever uma redação, só que você cria o tema, já notou? E isso ajuda muito no vestibular e até mesmo no seu futuro emprego. Não é exagero, postar é uma prática pro futuro. 

Então você que acha que ter um blog é perda de tempo, morra! abra sua mente e veja o que você faz: Xinga os outros no Twitter, repassa tirinhas memes no Facebook... enfim! Saiba que o que nós fazemos é sim, muito útil. A sensação de ler cada comentário amigo, cada opinião, cada elogio, cada crítica até - afinal críticas nos ajudam a crescermos - é inigualável. Saber que uma pessoa leu o que você escreveu, riu, gostou, se interessou... é isso que nos torna blogueiros de verdade! Parabéns para todos os blogueiros que acompanham o blog, que têm seu próprio blog, e que não têm vergonha de dizer o que sentem, hoje é nosso dia! 

NÓS SOMOS FORTES E NADA PODE NOS DERRUBAR! VIVA NOSSO DIA!
15 de mar. de 2012

Nesse meu mundinho fechado

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Todos os dias eu tenho que ouvir gente dizendo que sou desligada. Gente que diz que eu podia ser um pouco mais realista e mais aberta para o mundo. E uma dos principais motivos de eu não andar por aí dizendo pra todo mundo que eu conheço que eu tenho um blog é de que não quero ser ridicularizada. Posso estar exagerando, mas acho que 'ridicularizada' é a palavra ideal para "Blog é coisa de pirralha que vive no mundo da lua", não, não falaram isso diretamente, mas já mandaram muitas indiretas. 

Agora eu lhe pergunto, ter um blog é algum crime? Qual o mal em você querer ter um espaço onde você posta suas opiniões, suas dicas e tudo o que você sabe? Acho pior você usar a Internet para invadir a vida dos outros no Orkut/Facebook. Tem muitas garotas maiores de idade com blogs por aí, fazem faculdade mas nem por isso deixam seu hobby de lado. 

Muita gente até me chama de antissocial por não ter tantos amigos e por passar o sábado à noite em frente à TV, mas eu não quero sair desse meu mundo, gosto de viver por si mesma (ou como dizem em certas músicas americanas: "On my own"). Sempre fui uma pessoa introvertida e mesmo que tente deixar de ser, sempre vai ter uma pequena porcentagem no meu coração dizendo "fique na sua!"

Então a melhor maneira de tentar fugir desse meu "On my own", é escrever. Essa é a minha teoria: O que não sai da minha boca, vira um texto. E por que não falar com outras pessoas que se identificam comigo através de um blog? This is my way and I won't change...
3 de mar. de 2012

Sorte ou capacidade?

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Um dia desses, uma conhecida minha fez vestibular para pedagogia e não passou, já outra colega dela passou e ela ficou dizendo que sua colega tinha sorte. Mas eu discordo com ela sabe? Acho que não existe sorte, existe capacidade. Tudo acontece com seu devido esforço e não repentinamente.

Se a garota passou e essa conhecida minha não, acho que é porque ela não estudou suficiente. Vestibular é difícil sim, é um dos maiores desafios da vida, mas se você dar tudo de si, com certeza vai chegar a algum lugar. Por que você acha que Barack Obama por exemplo chegou onde chegou? Antes ele era pobre e usava drogas, mas não foi repentinamente que ele entrou para Casa Branca, ele acreditava que se lutasse o suficiente, seria o Presidente dos Estados Unidos, e conseguiu isso. 

Eu me lembro de uma coisa que meu profº de matemática sempre falava que vai ficar para sempre: Não existe gente burra, existe gente preguiçosa. Por isso não deixe sua vida à toa achando que algum dia vai acontecer uma coisa incrível por sorte. Mas você pode pensar "Se eu entregar minha vida à Deus, Ele faz tudo pra mim.", pois eu acho que não é assim. Se entregue à Deus, é claro, mas faça o que Ele quer que você faça, Ele lhe deu inteligência para usar então continue o trabalho dele.

Mas tem gente que usa trevo de quatro folhas e faz simpatias por desespero, trevo de quatro folhas é só uma folha, isso de trazer sorte é apenas um costume e crença. Um estudo realizado por cientistas, deu trevos de quatro folhas para algumas pessoas para testarem se realmente traz sorte, eles não tiveram sorte, mas conseguiram realizar coisas com sucesso, porque estavam tão confiantes de si que fizeram as coisas com mais esforço achando que o trevo ia ajudar.

Sorte ou azar não acontece por acaso, acontece por causa das suas decisões que são tomadas e dos seus atos.
25 de fev. de 2012

Timidez: Ajuda ou atrapalha?

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Aposto que a sua resposta foi: atrapalha. Desde pequena eu sempre fui tímida. Sempre tive que aguentar falatórios como: "Tu não fala não?" "Como você é quietinha!" "Por que tu fala tão baixo?" e a minha resposta mental (isso mesmo, mental, eu nunca tive coragem de falar cara a cara) sempre foi "Eu nasci assim, não posso fazer nada" ou "Isso não sou eu que controlo". Principalmente quando aquelas garotas irritantes e populares falavam isso. E é verdade, isso você não controla. 

Timidez é quando você não gosta de falar em público e tem dificuldade para conhecer pessoas, mas quando você as conhece se solta geral. Muitas pessoas já disseram isso para mim: "Poxa, você tá falando muito hein?" ou algo do tipo. É que eu preciso conhecer a pessoa, se formar uma certa "afinidade" para poder me comportar normalmente. 

Mas claro, vendo de um lado isso atrapalha e muito. Porque muitas vezes você deixa de fazer amigos, fica muito nervosa quando é pra falar em público e etc. E até pode atrapalhar no futuro: trabalho, relacionamentos e etc. Mas o que fazer? Acho que isso não tem uma saída exata, você aprende a mudar com o passar dos anos e o melhor jeito é tentar controlar e lutar contra ela. Mas antes de você ficar se odiando e se culpando por causa da sua timidez, saiba que ela pode sim, ajudar.

A timidez pode ser uma virtude, basta você saber "usá-la". Um estudo mostrado na revista Época revelou que quem é tímido pode se sair melhor no estudo, em relacionamentos, na parte artística e etc. Porque temos mais concentração para se ocupar nisso do que em outras coisas que outras pessoas fazem. Notou que sempre quem é mais quieto expressa seus sentimentos em alguma arte? Foi assim com Einstein, Vincent Van Gogh e outros. É que as pessoas às vezes não têm alguém para desabafar e acabam desabafando em alguma coisa. É só se comparar à um ostra.

Ostra, como assim Manu, tá pirando? ahuahuahuahau 
É só uma metáfora: Quando a ostra vai produzir a pérola, um grão de areia entra e arranha seu interior, daí quando ela tenta expulsar, ela vai construindo uma pérola. Então é só pensar assim: Você precisa sofrer para produzir pérolas na sua vida. Na mesma revista mostra também que grandes nomes como Barack Obama (presidente dos EUA), Bill Gates (criador da Windows) e J.K. Rowlling (escritora de Harry Potter) eram assim e hoje estão no topo do sucesso e deixaram suas manias de lado. 

Enfim, dei todos esses exemplos para deixar alguma mensagem em sua cabeça: Mesmo sendo tímido(a), tente tirar uma vantagem disso, construa suas próprias pérolas.
20 de fev. de 2012

Como decidir a profissão certa?

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Não sei se vocês se lembram, mas certa vez aqui no blog, eu criei uma tag chamada "Decidindo meu futuro" (que por sinal está mofando, hihihi) em que eu falei várias informações sobre a profissão de jornalismo. Mas não continuei a escrever, porque eu estava praticamente fazendo uma cópia do site Guia do Estudante - claro que eu creditei e adaptei mas mesmo assim estava parecido - então se você quiser informações sobre profissões entre nesse site. 

Bem, obviamente escolher a profissão é uma das decisões mais sérias da sua vida. Mais séria até do que a escolha de que Barbie comprar quando você era menor (ashuashuashuashua, eu era assim). Porque pensa bem, dinheiro não é tudo, mas é uma grande porcentagem, porque com ele você tem saúde, casa, comida e etc, ou seja você tem um futuro. Afinal, você não vai morar sempre na casa dos seus pais e ter um teto, casa, comida e roupa lavada, e não dá pra sobreviver de mesada. Mas sem enrolação eu vou direto ao ponto: Você precisa de uma profissão digna. 

Escolher a profissão certa é um desafio. Não só porque você tem que estudar, afinal, se você quer muito você tem que correr atrás e se matar de estudar. É um desafio porque é uma escolha que você vai ter que viver com ela pelo resto da sua vida! Como estou inspirada, reuni uns conselhos meus que podem te ajudar :)

♣♣♣
Siga seu sonho

Pode parecer clichê, mas se você tem um sonho desde pequena (o), por que não seguir? É importante você ter vocação, pois tendo vocação você vai ser um profissional de sucesso. De que adianta ter uma grande profissão mas você não fazer direito porque não tem vontade? De que adianta você acordar todo dia com uma amargura no coração porque vai ter que trabalhar? Para ter sucesso você precisa associar trabalho com diversão e assim vai sair uma coisa bem feita.

Pratique muito

É como dizem: "A prática leva a perfeição". E eu concordo. O vestibular pode pregar muitas peças e ter muitas "cascas de bananas". Quem acha que é parecido com essas provinhas de colégio está muito enganado. O Vestibular tem toda a sua política. É pra isso que existem os simulados no ensino médio (e 9º ano também).

O que é SSA?


Aposto que você já ouviu falar muito nessa sigla. SSA significa "Sistema Seriado de Avaliação" é um método de seleção que difere do vestibular tradicional principalmente por ser realizado enquanto o estudante está cursando o ensino médio. Entretanto a avaliação seriada (ou exame seriado) ainda é adotada por poucas universidades. Pelo que eu entendi, você faz essa avaliação (como um tipo de simulado) em cada ano do ensino médio somente com os assuntos de cada ano. Então se você adquirir boas notas nem precisa fazer o vestibular e é melhor porque no vestibular você faz com todos os assuntos do Ensino Médio, já no SSA você faz aos pouquinhos com cada assunto.


Mas e as dificuldades?


Muita gente desiste de seus respectivos cursos por medo. Não exatamente medo, elas desistem por causa dos desafios que vieram e vão vir, por medo de não conseguir ser um profissional bem-sucedido e etc. 
Mas eu te digo uma coisa: O fracasso de hoje é o sucesso de amanhã. Como assim? Vou te dar um exemplo que vai explicar tudo. Albert Einstein um dos maiores gênios de todos os tempos já repetiu de ano, acredite. E um professor já lhe disse que ele não ia ser nada. Meu pai sempre quis ser engenheiro e desde pequeno as pessoas diziam que era muito difícil e ele não ia conseguir mas ele dizia "Se é difícil pra mim é difícil pra todo mundo" E hoje ele é engenheiro. Basta você acreditar que você pode, que você não é diferente de ninguém - ou é, mas melhor - e que se quiser ter uma vida boa no futuro deve persistir nos seus sonhos. 

E você, já sabe o que vai ser?
9 de fev. de 2012

Ame o próximo... mas como a si mesmo?

Um dia desses, eu estava assistindo à aula de Ensino Religioso e meu professor começou a debater sobre amor próprio. Se você crê em Deus, sabe que os principais mandamentos são: amar a Deus sobre todas as coisas e amar o próprio como a si mesmo. Os mandamentos são obviamente fáceis de entender: Ame a Deus antes de amar os outros e ame os outros como você se ama. 

Mas para amar o próximo, antes você tem que amar si mesmo não é? E esse é um dos maiores desafios de hoje em dia. Aposto que se você fazer um teste de auto reconhecimento e um teste de outra pessoa, você vai ver que vai acertar mais coisas sobre essa pessoa do que sobre você.

Quanta gente vive a vida toda descobrindo sobre o outro mas quando se trata de si mesmo nem se importa em procurar para descobrir? Quanta gente se odeia por causa de seu cabelo, de seu corpo, de sua voz e etc.? Olhe pro espelho e se pergunte: "Quem sou eu?", será que você realmente vai saber responder a essa pergunta sem pensar somente no seu nome?

Tem gente que se acha um fracasso e se acha burro(a), mas eu lhe digo uma coisa: Não existe ninguém burro, apenas pessoas que tem defeitos em certas inteligências e que tem suas virtudes também. Pessoas que não se dão bem em certos empregos porque não têm a vocação de desenvolvê-la, mas que desenvolve perfeitamente outras. Eu não tô dizendo que se você tem vocação, por exemplo em vender coisas que deve sair por aí vendendo coisas em barraquinhas, por que não usar seu talento para coisas maiores, como por exemplo nesse caso batalhar para ter sua própria loja?

"Mas eu acho que não sou capaz...", olhe não existe ninguém incapaz nesse mundo, só pessoas preguiçosas que não têm coragem de correr atrás dos seus sonhos. Certa vez eu estava assistindo o filme À procura da felicidade, e o protagonista (Will Smith) estava jogando basquete com seu filho pequeno. Então notou que seu filho não jogava bem basquete e lhe disse: "Você não é bom em basquete, é bom em outras coisas mas em basquete não vai longe.", então seu filho se entristeceu e jogou a bola no lixo. Mas seu pai disse: "Não deixe que ninguém diga que você é incapaz, nem mesmo eu." Ou seja, não importa o que as pessoas digam para você, se você quer muito, se você acredita que pode, nenhuma barreira pode lhe impedir.
  Acredite, até Albert Einstein (o top dos cientistas) já repetiu de ano e já ouviu um professor lhe dizer que ele não ia conseguir nada, mas seguiu em frente e hoje é considerado uma lenda da ciência.

Resumindo tudo o que eu disse, você não é um fracasso, as pessoas podem achar que você é mas você não é. Então ame-se para depois amar quem merece o seu amor e cumprir esse mandamento que Deus nos deixou. 
4 de fev. de 2012

Não exista apenas. Viva.

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Tem gente que vive buscando a felicidade mas nem percebe que ela está ali, na sua frente. Pessoas que passam a hora sem querer se tocar que não podem ser felizes com o que têm, apenas vivem buscando mais. Claro que as pessoas têm que correr atrás do que querem para se sentirem realizadas, como no filme À procura da felicidade (Já assistiu?), o protagonista precisava correr atrás, senão ele ia viver sem trabalho, e obviamente sem dinheiro. Mas têm pessoas que estão realizadas mas sempre querem mais. Pessoas que nunca dão um sorriso, não gostam de viver e estão no mundo simplesmente por existir.

Deus não lhe botou no mundo só para ficar lá, "plantada" em estado vegetativo, só viver pensando na vida sem agir. A vida lhe deu um tapa? Levanta a poeira e segue em frente. Como diz a música da Miley Cyrus (só tô citando, não significa que eu gosto) a vida é uma eterna escalada. 

Você só vai estar plenamente satisfeito(a) quando tiver realizado algo, só que para isso você tem que correr atrás senão não consegue porcaria nenhuma! Afinal, "O que vale é a jornada e não o destino" (Piratas do Caribe 4).

Viva para ser feliz, viva sem se preocupar com o que está fazendo, pois o amanhã ninguém sabe o que será. Ame mais, chore mais, veja o nascer do sol, se arrisque mais, erre mais, faça o que quiser...
2 de fev. de 2012

A desvalorização é o problema

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Enquanto várias pessoas se incomodam só com violência e outros problemas, esquecem de um dos maiores problemas de hoje em dia: A desvalorização, mas como assim? Todos esse problemas vêm de machismo, a velha teoria de que as mulheres só servem para cuidar da casa e atender aos desejos masculinos.

Mas ok, o tempo foi se passando e as mulheres foram evoluindo, assim passando a conquistar sua independência, sem precisar de homens. E aí foram surgindo mulheres na política, no futebol, em empresas e etc. Mas a teoria está voltando, não ligada exatamente ao trabalho, e sim a serem tratados como objetos. 

Essas mulheres são essas dançarinas de funk, mais precisamente chamadas de "Mulheres frutas". E o pior é que elas exercem uma grande má influência sobre as outras garotas. Porque a população acha que elas têm o "corpo perfeito", corpo perfeito é você ter muita celulite? Depender de silicone e outros truques? Isso não é ter um corpo naturalmente bonito.
Eu acho que para se ter esse corpo é preciso você fazer ginástica, ter uma alimentação saudável, fazer qualquer esporte que ajude no desenvolvimento.

Mas o que mais pode influenciar, é o fato de que elas deixam seu corpo exposto só para ganhar homens. E elas ganham! Mas não ganham por sentimento, ganham por sexo. Nunca existiu algo verdadeiro até elas verem que não existe só algo carnal, existe amor. Amor é o que importa e dane-se o resto. 

Mas como elas pode parar com isso se a sociedade gosta disso? Se esquecem dos verdadeiros valores morais, como música, cultura, leitura, cinema e só se aprecia a exibição de corpo.
29 de jan. de 2012

Para sempre & Sempre

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Quantas vezes eu ouço pessoas falando "Que seja eterno enquanto dure", claro não sou contra essa frase, afinal não sabemos se tudo vai durar para sempre. Mas está aí o problema: Para sempre. As pessoas só se preocupam com o "para sempre" sem se preocupar com o hoje. 

Quantas vezes deixamos de fazer coisas para o hoje se preocupando com o amanhã? Quantas vezes fazemos planos quase impossíveis porque pensamos "Amanhã tudo muda". Mas não é bem assim, o futuro sempre vai ser consequência do passado, as pessoas sempre vão ter as coisas que desejam por aquilo que fazem hoje. Não é por nenhuma mágica que tudo vai mudar. 

Nós não podemos desejar que aqueles que amamos vivam do nosso lado para sempre ou que sejamos de um jeito para sempre, porque se você analisar a coisa toda, o para sempre não existe, nós imaginamos que o para sempre é daqui a muitos anos, mas daqui a esses anos nós percebemos que ainda é o sempre, então quando for desejar que algo dure, sempre deseje "Que dure para sempre e sempre..."