25 de jul de 2012

O preço que se paga

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Estava eu, folheando meus antigos livros de Língua Portuguesa (para ser mais exata, procurando tirinhas da Mafalda, ^^) quando encontrei um texto que lembro que na época que o li (e fiz a interpretação de texto), gostei muito. Foi tipo assim, fiquei encantada com as palavras do autor (que infelizmente não me recordo o seu nome) e boquiaberta, pois era um autor brasileiro e vocês já devem ter notado que eu tenho uma certa rixa por literatura brasileira. 

Um dos meus versos favoritos era o que ele citava uma metáfora (que eu acho que eu já citei em um post aqui no blog) em que dizia que tínhamos que ser como ostras. A ostra sofre na hora de produzir sua pérola, pois ela tem que deixar um grão de areia entrar, este arranha seu interior e na hora de expulsá-lo, "nasce" uma pérola. Traduzindo: temos que sofrer para chegar ao sucesso. Mas a questão não é essa, um dos pontos principais do texto era quando o autor falava sobre solidão. Isso mesmo, ele narrava a trajetória de sua vida, contando que no colégio era um menino pobre e sozinho. Porém com esse tempo sozinho, ele aproveitava e escrevia seus textos, e era aí que ele brilhava.

Você pode se perguntar por que você não tem tantos amigos, por que algumas pessoas não entendem o quanto escrever é precioso para você, mas a verdade é que nessa sociedade, não valorizam os verdadeiros talentos, escrever para algumas pessoas, não é tão bom quanto sair para dançar à noite e só voltar de madrugada, não é tão divertido quanto só saber de ficar, ficar, ficar e pegar uma DST, por isso você é tachado de estranho aos olhos das outras pessoas. E às vezes você não sai tão bem em amizades, em amores, porque você não está tão acostumado com esse contato social, pois na maioria das vezes a sua maior companhia é um livro.

Esse é o preço que se paga por ser tão bom nas palavras, eu costumo dizer "Sou mais uma pessoa de palavras escritas que de palavras ditas", porque realmente, eu sei muito mais me expressar escrevendo, que dizendo. Nem tudo que tá dentro do meu cérebro, sai pela minha boca. Agora se você não gosta de ser assim, é melhor mudar, porque viver num poço de antissocialismo contra sua própria vontade não é nada bom. Sei que você pode não conseguir se relacionar, mas pelo menos tente ser uma pessoa melhor para aqueles que te valorizam, você pode até pensar que vai morrer sozinha, mas se você realmente quer mudar, mude. Pode ser difícil mas você deve decidir o que é prioridade, pode doer, mas o sofrimento compensa se o resultado for favorável. Tente ser o que você quer ser, tente brilhar nos dois lados.

Mas faça isso se você quiser mudar, se você gosta de andar sozinho, continue do jeito que você gosta, deixe que os outros falem, a opinião deles não muda a sua vida. Porém se você quer mudar, faça-o antes que seja tarde demais. Pesquisadores apontam que Isaac Newton (criador da lei da gravidade) morreu virgem, pra você ver, o cara era tão brilhante, mas não conseguia se relacionar no lado social.

Enfim, tente ser uma pessoa brilhante e elimine seu lado negativo. Elimine o que você acha que está lhe prejudicando e deixe o que você acha que mais vai lhe dar um futuro e o que está lhe fazendo feliz.

Me inspirei nesse assunto com o post que li no blog da Mia, não plagiei, somente usei como base a ideia e rumei para outro ponto.

8 comentários:

mush disse...

Ahh já li esse texto que você está falando, fizemos uma atividade com essa ideia da ostra na última aula de religião ano passado, mas enfim. "mas a verdade é que nessa sociedade, não valorizam os verdadeiros talentos", sempre penso isso, que a fama não reflete a qualidade e etc mas tem como, como você diz, "brilhar dos dois lados". Nem sempre é simples, mas as melhores coisas não são fáceis :3
Beijos ♥

Conspirantes

Bruna disse...

Nunca tinha lido este texto da ostra e gostei bastante dele e sou parecida nisso "Sou mais uma pessoa de palavras escritas que de palavras ditas" (apesar de não escrever muito bem). E eu também gosto de ficar sozinha, mas isso não faz muito bem né as vezes minha mãe, irmã e primas reclamam que não dou atenção e que prefiro livros a companhia delas, por isso estou mudando dando mais atenção e tentando ser menos tímida e sabe a sensação é boa, mas ainda prefiro um bom tempo sozinha e um livro *-*

Beijos Bruna

Luiza disse...

Esse autor não seria o luiz fernando veríssimo né? Os livros de portugues adoram ele haha
Ah, acho que não devia ter essa rixa com a literatura brasileira não! Temos muitos autores bons por aí (veríssimo é um exemplo).

Também me considero mais uma pessoa da palavras escritas do que das ditas. Normalmente sou muito introvertida e só sei me expressar bem mesmo em texto.

Achei a metáfora da ostra muito inteligente, principalmente porque (e não sei se o autor cita isso), as ostrar morrem depois de expulsar sua peróla.

bjs

Vitória disse...

Também acho que "Sou mais uma pessoa de palavras escritas que de palavras ditas". O que realmente sinto, o que realmente penso, está em meus textos. Por isso que não me entendem- porque não sabem quem eu sou, o que sinto- e eu sou assim e acredito que sempre serei- pertencerei sempre a escrita.
Me identifiquei muito com o texto. Adorei, mesmo.
http://menina-do-sol.blogspot.com.br/

Maria de Carvalho disse...

Ahh que lindo ! Quase chorei ( calma Mari's , ser forte , ser forte)
---> Adorei o blog já estou seguindo ;)
abraa-seus-olhos.blogspot.com

Dani Ramona disse...

"Sou mais uma pessoa de palavras escritas que de palavras ditas" Me too! Sempre fui melhor com as palavras do que com a fala.
É meio sem sentido o que eu vou dizer agora, mas ... eu odeio falar no cel/tel! Prefiro mil vezes mandar uma sms/email do que ter que ligar para a pessoa. Escrever é o que há.
As vezes quando alguém me fala "Eu te ligo depois", me dá vontade de morrer!! hahaha
Bj

Laís de Medeiros disse...

Isaac Newton morreu virgem mas não há uma pessoa que fez, pelo menos, o ensino fundalmental inteiro, hoje, que não o conheça.
Grandes acontecimentos acontecem com as pessoas que se permitem a fazer isso. Assim como Isaac Newton passava dias trancados no próprio quarto e só parava de trabalhar em cima da sua teoria quando desmaiava - de fome ou exaustão - nós também temos nossos sacrifícios a serem feitos. Não dessa forma, é claro. Mas sim encarar o mundo do jeito que somos e não mudar por causa dele.
Eu também sou uma pessoa mais da escrita. Ser sociável "na vida real" não é meu dom, não. hahaha Mas também estou bem assim. :)
Xiricutico.blogspot.com

Jeniffer Yara disse...

Hey, você costuma dizer a mesma coisa que eu digo, que sou de palavras escritas e não ditas, por que sempre me saí melhor na escrita, expressando meus sentimentos e dores do que falando! E concordo com seu ponto de vista, se a pessoa vive uma rotina sem amigos não por vontade própria, ela precisa mudar, viver do jeito que acha melhor, mesmo às vezes tendo medo de se decepcionar novamente, como eu tenho, confesso. Acredito que relações humanas são importantes sim, mas existem aqueles que gostam de estar sozinhos, sem compromissos com ninguém, pelo menos fora da família e eles vivem bem assim.

Beijos ><

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